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do pipo ó copo

Ponte de Prado

do pipo ó copo

Ponte de Prado

DA RUA PARA O CONVENTO.

O ruido ouvia-se desde o fundo da rua e ia aumentando conforme a Toyota Hi-ace se ia aproximando da passadeira. Ao ruido do metal a arrastar pelo alcatrão, acrescentava-se o cheiro a borracha queimada.

Ao aproximar-se da passadeira, a irmã Dulcídia, enumerava mentalmente os passos a seguir “reduzir para segunda, levantar o pé da embraiagem, travar…” e com pequenos safanões a carrinha obedecia às ordens da sua condutora, com a carta de condução ainda fresca.

O António aproximou-se do vidro entreaberto, apontou para a roda de trás e levantando a voz falou pela abertura: “Irmã, você tem um furo!...”

- O que é que ele disse, perguntou a Irmã Antonieta, que seguia no banco do meio?

- Malcriadão, respondeu Dulcídia fechando o vidro, o melhor é não ligar…

 

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