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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012
TRÊS SEMANAS

À noite olhava para o céu estrelado, da janela do sótão e tentava descortinar a direção por onde poderia correr para chegar a casa.

Depois deitava-se no colchão de palha estendido no chão, agarrada à boneca de trapos que tinha conseguido esconder na trocha da roupa, chorando com saudades e sonhando com o caminho por onde poderia correr para chegar a casa.

Aos sete anos, 40 km de distância são somas de passos imaginários e não de metros acumulados.

Uma prima tinha arranjado este emprego, na cidade do Porto, como criada dos meninos, numa casa boa e farta, austera mas honesta, como não se cansava de dizer.

Na terceira semana, teve a primeira folga. Escondeu a trouxa no rés-do-chão, por trás da porta de saída, enquanto os senhores almoçavam.

O relógio da sala tocou a Ave-maria e quando dava as três badaladas, saiu para a rua, olhou para trás, e começou a caminhar rua abaixo com a certeza que não voltaria mais.

publicado por JP às 17:56
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012
CONHECIMENTO

- Estão a bater? Rapaz vai ver quem é – virou-se para o René que estava sentado na ponta do banco.

René levantou-se de um salto com um “licença meu pai” entre dentes e logo voltou a correr…

- É a “fessora” da Tita, quer falar consigo meu pai.

O Sr. Ribeiro poisou a colher na malga da sopa, bebeu um gole de vinho, levantou-se resmungando “já nem se pode comer na paz do senhor…”

A Rosa tinha entrado para a escola no ano anterior. As letras e os números harmonizaram-se em si, e no último período a professora colocou-a junto com as alunas da 2ª classe. Este ano começara faz quinze dias e ainda não se tinha matriculado…

À mesa, entre uma colher de caldo e outra, Rosa tentava ouvir a conversa que se passava ao portão de entrada, entre o pai e a professora.

Sr. Ribeiro, eu peço-lhe que deixe a sua filha continuar na escola. Ela é muito esperta e é uma pena que não continue…” dizia a professora com voz grave. Do pai ouvia “vou pensar, vou pensar

Se o problema são despesas, eu pago-lhe os estudos. Se deixar, ela pode até viver na minha casa. É uma pena que não continue…”. Em resposta um “vou pensar” irritado.

Entrou, sentou-se à mesa, virou-se para a filha: “Sabes ler e escrever, não sabes?”, Rosa anuiu com a cabeça.

- Então já te chega. O que ela quer é uma criada, pra ter em casa.

publicado por JP às 14:25
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
QUEM ME DERA

- Vô, fomos aí pela estrada acima, pedir pão – enquanto falava abriu o lenço da cabeça, com vários pedaços de pão de milho – eu e o Reiné. Pedimos pra si, mas já comemos alguns…

Há vários anos que o avó estava entravado, da cama para a cadeira do coberto, para apanhar sol nos pés, e daí para a cama.

- Pode ser, dá-me um bocado. Olha lá, ninguém vos deu um cigarrinho? Isso é que era. Olarila, isso é que era…

publicado por JP às 11:09
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
O LÁPIS BRANCO

Fez o ditado sem erros, e teve um prémio. A professora abriu uma caixa com lápis e disse-lhe para escolher um.

No meio das cores estava um lápis branco; nunca tinha visto um lápis branco. Escolheu-o.

Orgulhosa chegou a casa e mostrou o prémio. Pegou numa folha e tentou pintar… pegou num pedaço de um papel azul e tentou de novo. Mas nada saía da ponta do lápis.

O pai chegou-se por trás, espreitou o papel e deu-lhe uma sapatada na nuca.

“Ai agora choras… Raio de rapariga, vai logo pegar num que não serve pra nada…”

 

publicado por JP às 13:59
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