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do pipo ó copo

Ponte de Prado

do pipo ó copo

Ponte de Prado

AARDMAN

- É perfeitinha. E é uma rapariga – disse a mãe Luísa, enquanto a colocava nos seus braços.

Rosa aconchegou-a no colo. A primeira filha tinha nascido com deficiência física e mental, e a principal preocupação, se era saudável, só depois saber se era rapariga ou rapaz. Tinha agora três raparigas. Mais uma flor no meu jardim, pensou…

Luísa tapou a filha, e abreu a porta…

- Vinde ver a vossa irmã – chamou a sorrir…

A Teresa e a Albertina entraram silenciosamente no quarto acompanhadas da mica. Mica era uma ovelha, que tinham comprado pequenina dois anos antes, para fazer uma festa na páscoa. Mas a Teresa tinha-se-lhe afeiçoado, e chegada a data ninguém teve coragem de a matar; agora já grande comportava-se mais como um cãozinho, seguindo-a para todo o lado…

As raparigas subiram para a cama para espreitar a menina através dos agasalhos. Mica, curiosa, colocou as patas da frente na cama e também se esticou para observar.

Mas um objecto estranho captou-lhe a atenção. Em cima da cómoda uma moldura prateada, com uma foto da primeira comunhão da Albertina, brilhava com um raio de sol.

Aproximou-se abanando a cabeça, meteu-a na boca, saindo sorrateira do quarto, desceu as escadas, passou pela porta das traseiras e foi esconde-la no ninho.

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