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do pipo ó copo

Ponte de Prado

do pipo ó copo

Ponte de Prado

CONHECIMENTO

- Estão a bater? Rapaz vai ver quem é – virou-se para o René que estava sentado na ponta do banco.

René levantou-se de um salto com um “licença meu pai” entre dentes e logo voltou a correr…

- É a “fessora” da Tita, quer falar consigo meu pai.

O Sr. Ribeiro poisou a colher na malga da sopa, bebeu um gole de vinho, levantou-se resmungando “já nem se pode comer na paz do senhor…”

A Rosa tinha entrado para a escola no ano anterior. As letras e os números harmonizaram-se em si, e no último período a professora colocou-a junto com as alunas da 2ª classe. Este ano começara faz quinze dias e ainda não se tinha matriculado…

À mesa, entre uma colher de caldo e outra, Rosa tentava ouvir a conversa que se passava ao portão de entrada, entre o pai e a professora.

Sr. Ribeiro, eu peço-lhe que deixe a sua filha continuar na escola. Ela é muito esperta e é uma pena que não continue…” dizia a professora com voz grave. Do pai ouvia “vou pensar, vou pensar

Se o problema são despesas, eu pago-lhe os estudos. Se deixar, ela pode até viver na minha casa. É uma pena que não continue…”. Em resposta um “vou pensar” irritado.

Entrou, sentou-se à mesa, virou-se para a filha: “Sabes ler e escrever, não sabes?”, Rosa anuiu com a cabeça.

- Então já te chega. O que ela quer é uma criada, pra ter em casa.