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do pipo ó copo

Ponte de Prado

do pipo ó copo

Ponte de Prado

A RAMPA

Sentados no monte, eu e o meu filho, com um pão numa mão e um sumo na outra, enquanto os carros passavam em alta velocidade, barulho furioso, rumo à meta no encontro com o relógio, passou-me pela cabeça, uns bons anos antes, em que peguei no meu sobrinho, filho da minha irmã mais velha, que teria mais ou menos a mesma idade de hoje do meu rapaz, e aproveitando o facto do passe de estudante dos autocarros dar ao sábado, termos vindo ver a rampa.

“Tem cuidado com o menino. Vai para os sítios altos. Anda cedo…” recomendou a minha mãe, e corremos a apanhar o do Bom Jesus, e depois subimos a pé até à meta, e depois pelo meio do monte até a um sítio alto e longe do perigo.

Vibramos e aplaudimos a passagem dos carros, um pouco como hoje, e á tardinha voltámos, refazendo o caminho de volta…

- Então Hugo, gostaste das corridas?

- Gostei “Vó”, mas fiquei com tanta fome que os carros até pareciam trigos…