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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
PECADO

Quando o pároco começou a falar, da boca saiu-lhe um “ámen”, e de boca aberta foi ficando vermelha, envergonhada, sentindo-se mingar a cada palavra que lhe chegava aos ouvidos. Ao sair da fila tentou agir de forma o mais normal possível, e ao chegar ao seu lugar, disfarçou, fazendo cara, de alguma coisa esquecida lá fora, e saiu, passo ligeiro, sem olhar para trás. Caminhando apressada, a raiva ia substituindo a vergonha, e cerrando os punhos, gritava baixinho, “cabrão, cabrão, cabrão…”, tentando tirar da cabeça as palavras do padre, que lhe ressoavam com o eco da igreja: “Minha senhora, sendo conhecedor da sua situação familiar, pecaminosa, em consciência não lhe posso dar a comunhão, pelo que agradecia que saísse da fila...”

Durante a semana evitou sair, esperando que o falatório cessasse, ou diminuí-se. E como falaram. Sabia-o, porque havia sempre alguém que fazia questão de lho comunicar, pondo sempre as palavras em nome de outro alguém.

Resolveu a questão, frequentando outras igrejas, mas as palavras do padreco, como começou a chamar-lhe, não lhe saiam da cabeça, e o medo do inferno, começou a entranhar-se em si. “Mas como resolver a situação, como?” – perguntava-se.

Maria dos Anjos tinha enviuvado vai para dez anos, do Sargento Gaspar, e vivia à três anos, com um seu vizinho, um solteirão que ainda casada já lhe empiscava o olho, e que insistente a conseguiu levar ao pecado, passado o luto da alma. E nunca tinha pecado de tal forma com o autoritário Sargento. 

Uma noite, deitada, contando as horas, teve uma ideia…

- Zé acorda. Diz-me uma coisa – disse abanando o companheiro que dormia virado para o outro lado - a CEE é tudo do mesmo país, não é?

- Acho que sim. Porque queres saber isso a esta hora?... Deixa-me dormir…

- É que podíamos ir casar à Espanha. Assim ninguém sabia e ficávamos legais.

- Que raio de ideia. E porque é que ninguém podia saber?...

- Que carago Zé, então?... Assim podia continuar a receber a minha reforma do falecido.

 

 

publicado por JP às 18:29
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