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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013
TEMPOS

     Vendo tempo passado

Em suaves prestações
Com garantia e atestado
De grandes preocupações
 
Bom tempo, também trato
Se for vontade da menina
Só não ponho no contrato
Se não gostar, declina
 
Mau tempo, tenho aos molhos
Mas não consegue vender-se
Até entra pelos olhos
Tanto tempo a perder-se
 
Tempos de felicidade
Tentei comprar, por ambição…
Mas o gajo da cidade
Disse-me: não há à venda, não…

 

publicado por JP às 01:32
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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
LUSCO FUSCO

O Zé estava lixado com a vida; o ambiente em casa degradava-se e o negócio de construção ia de mal a pior.

Vagueava pela cidade e entrou num bar de aspeto manhoso, pensando que ali estaria à vontade sem que alguém o conhecesse.

Estava perdido nos seus pensamentos olhando o copo de vodka, pensando no sentido da vida, onde teria falhado e porque Deus o castigava.

Numa mesa do canto estavam sentadas três meninas, vestidas de lycra e renda, bebericando uma cola. Uma delas fez um gesto às outras e levantou-se…

- Olá, disse com sotaque espanhol, enquanto se baixava para lhe dar dois beijos. Me pagas um copo, ou queres divertir-te?

Zé mirou-a de cima abaixo…

- C’um carago… Afinal Deus é fino como ò caraças e escreve mesmo bem nas linhas tortas… Domingo, fui a uma missa e tava lá uma gaja mesmo boa, a tocar piano e a cantar aleluias, e aqui nesta tasca, onde um gajo se pode perder, apareces tu que ainda és pior qu’aquilo que tenho lá em casa…

 

publicado por JP às 16:21
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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013
SAHARA

O sol, inclemente,

Incendeia a areia,

Que me queima os pés.

Ando devagar,

Fugindo ao destino,

Dos que caíram,

E se deixaram ficar…

O primitivo instinto,

Não a esperança,

Dolorosamente,

Faz-me caminhar…

No fim deste degredo,

Se lá chegar,

Darei meus ossos,

A quem comprar,

Penhor de 10 rúpias…

 

Cubro a cabeça, com um pano,

Que não me pertence,

Porque, de meu nada tenho.

Não tenho pai,

Fui gerado pelo ódio;

Mãe,

Amamentado pela fome;

Nem nome,

Para além de “Desgraçado”;

Ou alma…

Porque não existo

Em nenhum coração,

Lembrança, ou lugar,

Que me recorde,

Quando o vento

Deste deserto,

Levar meus passos…

 

Da vida só levo um sonho,

De umas mãos

Torcendo um pano

Com água fresca,

Cobrindo-me a testa,

Febril de maleita, 

Numa noite de luar.

Mas nem sei…

 

publicado por JP às 18:08
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